domingo, 9 de dezembro de 2018

ASSOCIADA AO AÇAÍ, DOENÇAS DE CHAGAS AVANÇA NO BAIXO TOCANTINS



O Pará concentra metade dos registros de doença de chagas no Brasil; No Baixo Tocantins cidades como Limoeiro do Ajuru, Cametá e Oeiras se destacam no avanço descontrolado da doença. Abaetetuba e Igarapé Miri já possuem um controle e trabalhos de conscientização na região.

O desconhecimento em relação à doença é bastante comum na região, mesmo em áreas endêmicas, como no rio Cupijó, rio que corta o município de Cametá e Limoeiro do Ajuru. Limoeiro do Ajuru, a cerca de uma horas de carro de Cametá, é um dos municípios mais afetados pela doença no Pará e principalmente no Baixo Tocantins— Neste ano Abaetetuba foi campeã em Doença de Chagas no Pará, mais da metade dos registros de Chagas no país em 2018.


A Doença de Chagas também é conhecida como tripanossomíase americana e chaguismo. Recebeu esse nome graças ao seu descobridor, o médico brasileiro Carlos Chagas – indicado quatro vezes ao Prêmio Nobel de Medicina e Fisiologia.

A Doença de Chagas é transmitida pelo Trypanosoma cruzi, um parasita da mesma família do tripanosoma africano, responsável pela doença do sono. O parasita pode ser encontrado nas fezes de alguns insetos, principalmente um conhecido como barbeiro.
É possível contaminar-se também com a doença a partir da ingestão de alimentos crus e contaminados com fezes do barbeiro, da transfusão de sangue ou transplantes de órgãos contaminados com a doença, do contato direto com o parasita e com outros animais que estejam infectados. A Doença de Chagas também pode ser congênita, no caso de mães infectadas que transmitem esse mal para o filho durante a gravidez.

Os casos da doença na forma aguda, a única de notificação obrigatória, mais do que triplicaram de 2010 a 2017. Estimasse que 1,9 milhão a 4,6 milhões de brasileiros estejam nestas condições.

“Antes tinha um período para os surtos acontecerem, agora é o ano todo. E está muito subnotificado, é só a ponta do iceberg”, diz a cardiologista Dilma Souza, coordenadora do programa de Chagas do Hospital Universitário João de Barros Barreto, referência para a doença.

Em Cametá, uma família do distrito de Joana Coeli contraíram Chagas, mas resistem em associar a doença ao açaí, principal renda da família de ribeirinhos extrativistas.
Nesta semana uma Associação de Pescadores de Cametá (APADIC) começou um trabalho de educação e informação aos seus associados, uma família de associados também contraíram a doença, os associados fizeram uma campanha para a família fazer o tratamento em Belém.

Os principais fatores de risco para a doença de Chagas na região do Baixo Tocantins são:
1.     Habitar em uma cabana onde insetos transmissores vivam nas paredes
2.     Ingerir açaí sem a higienização adequada.
3.     Viver sob condições extremas de pobreza

A doença de Chagas tem dois estágios: agudo e crônico. A fase aguda pode apresentar sintomas moderados ou nenhum sintoma. Entre os principais sintomas estão:
Febre; Mal-estar; Inchaço de um olho; Inchaço e vermelhidão no local da picada do inseto; Fadiga; Dores no corpo; Dor de cabeça; Náusea, diarreia ou vômito.

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

228 PROFESSORES DE CAMETÁ CRIAM MANIFESTOS CONTRA BOLSONARO


Duzentos e vinte oito professores de Cametá lançaram manifesto contra Bolsonaro, a favor a uma EDUCAÇÃO pautada na “DEMOCRACIA”, contra qualquer forma de ditadura, contra a ignorância, contra a mentira, contra a intolerância, contra a opressão, contra os privilégios, no direito à VIDA, contra o extermínio de pessoas e grupos, contra o ódio.


O manifesto ocorreu em uma das principais praças de Cametá, os professores declaram ser contra a qualquer forma de ditadura, mas muitos se esqueceram de citar o apoio a ditaduras como a de CUBA, BOLIVIA, VENEZUELA e COREIA DO NORTE.

A incoerência foi tamanha que um grupo de feministas que estavam apoiando o evento declaram apoio ao direita a vida, mas a maioria são a favor ao aborto. De qualquer forma o evento foi feito de forma livre e democrático, algo impossível de acontecer regimes ditatoriais.

O manifesto defendeu ideias contrarias e valores que disseminam o ódio e a violência contra a diversidade, o manifesto criticou o presidente por não reconhecer as lutas pelo direito à terra do MST, que durante 13 anos o Partido dos Trabalhadores não criou uma politica de reforma agraria para resolver os problemas do movimento que invade terras produtivas em todo Brasil, o movimento alega que Bolsonaro desmerece todos os movimentos sociais, sindicatos e demais mecanismos de organização dos trabalhadores, tudo isso significa uma volta a um estado ditatorial, ainda que muitos que assinaram o manifesto defendem sistemas ditatoriais que são exemplo de democracia como Cuba e Venezuela.  
Professores em uma só voz diziam: Ditadura nunca mais! Democracia sempre! Contra o avanço do fascismo e da intolerância, faz-se necessário que nos unamos em defesa da democracia, da liberdade de expressão, da nossa soberania e da própria vida.

O manifesto foi publicado no site denominado Jornalistas Livres, e contou com assinatura de dezenas de professores simpatizantes ao socialismo e ao comunismo democrático, livre e sem ditadura.

Prof. Dorielson R. Gaia
Prof. Benedito Machado Teles Filho
Prof. Pedro Valmir Guimarães Souza
Prof. André Luis Franco Lopes
Profa. Cássia Arnaud
Prof. Neilson Gaia
Prof. Doriedson S. Rodrigues
Profa. Glaucileny Lopes
Prof. Paulo de Tarso Correa de Paula
Prof. Osvaldo Castro (Lampa)
Profa. Vilma Miranda
Prof. Nilton Oliveira
Prof. Evandro Rodrigues🇭🇰
Prof. Raimundo Nonato Gaia Corrêa
Profa. Gisély Damasceno Furtado
Profa. Maria da Conceição Barra
Prof. Marcel Ribeiro Padinha
Profa. Alice do Socorro Louzada Moraes
Profa. Klivia Cordeiro
Profa. Edna Maria Corrêa
Prof. Alexandre Pantoja
Profa. Maria das Graças Gonçalves
Profa. Sara Corrêa Dias
Profa. Lidiane de Jesus G. Silva
Prof. Hugo do Carmo Sanches
Profa. Darcielly da Silva Cardoso Cardoso
Prof. Messias Vanzeler de Morais
Prof. Roble C. Moraes Tenório
Prof. Osvaldo dos Santos Machado
Prof. João Miranda Furtado
Profa. Joex Pinto Wanzeler
Prof. Benedito N. Sacramento
Profa. Gilma Guimaraes Lisboa
Prof. Nattan Nahum
Prof. Carlos Alberto Amorim Caldas
Prof. Marcos Luís Pereira Fonseca.
Prof. Adenil Alves Rodrigues
Prof. Vandreia de O. Rodrigues
Prof. Cassio Freitas
40. Prof. Raimundo Nonato Bacha Lopes (Natinho Bacha)
41. Profa. Nazaré Xavier
42. Profa. Josilma Maciel Matos
43. Prof. Eraldo Cunha Siqueira
44. Prof. Ivaldo Pinheiro Rodrigues
45. Prof. Dilma Cardoso Pereira
46. Profa. Vergiliana dos Santos Corrêa
47- Prof. Adonai do socorro da Cruz Gonçalves
48- Prof. Daniel N. R. Gaia
49- Prof. Fátima Meireles
50- Prof. Cristiane do Socorro Farias de Farias
51- Prof. Paulo Renato Camargo Lacerda
52- Prof. José Domingos Fernandes Barra (Zé Domingos)
53- Profa. Rhana Beatriz Maia de Freitas
54- Profa. Rosivalda Rodrigues Corrêa
55- Prof. José Orlando Ferreira de Miranda Júnior
56- Prof. Rosilene Ferreira Almeida
57- Prof. Irá Mendes
58 – Prof. Cristiano Ramos
59- Prof. José do Carmo Louzada D’Albuquerque
60- Prof. Dael Cardoso Pereira
61- Profa Carla Alice Faial
62-Profa. Vera Lúcia de Cristo Lobato:triangular_flag_on_post:
63- Profa. Vanilce Barroso Miranda
64- Prof. Salete Aqui me
65- Prof. Egídio Martins
66- Prof. Valdiléia Silva
67-Prof. Maria Isabel Batista Rodrigues
68 – Prof. Fabiana Vasconcelos da Cruz
69 – Prof. Francinaldo Mares
70 – Prof. Fatima Mariza de Assis Mota
71 – Prof. José Antônio Capela da Paixão.
72 – Prof. Maurício Bastos da Silva
73 – Prof. Natanael da Cunha Rodrigues
74 – Prof. Mateus Levi Wanzeler de Morais
75 – Profa. Maria Helena Costa
76 – Prof. Miqueis Wanzeler Moraes
77- Prof. Vamilson Farias Oliveira
78- Profa. Roseli Cunha de Freitas
79 – Prof. Warllen Barros de Souza
80 – Prof. Eraldo Souza do Carmo
81- Profa. Maria Sueli Corrêa dos Prazeres
82 – Profa. Flordemira da Silva Ferreira
83 – Profa. Lenise Maria da Silva Ferreira
84- Prof. Geovan da Silva Araujo
85 – Prof. Welington Morais Ferreira
86- Prof. Pedro Pompeu
87- Prof. Cledson dos Prazeres Viana
88 – Prof. Eder de Jesus de Sousa Pantoja
89 – Prof. Jerfferson Valente de Brito
90 – Prof. Elson de Sousa Dias
91- Prof. Paulo Roberto A. Tavares
92- Profa. Maria das Graças Ribeiro Rodrigues
93- Prof. Mario Jr. de Carvalho Arnaud
94- Prof. Emerson da Silva Sanches
95 – Profa. Gabriela Costa Faval
96 – Profa. Alessandra Sena dos Santos
97 – Profa. Ivana Moura Viana
98 – Profa. Kaciane Louzada
99. Profa.Rosiane Cruz do Carmo
100- Prof. Vinicio da Silva Nascimento CUT/PA
101 – Profa. Miria Deise Caldas Albuquerque
102 – Profa. Meury Greece Caldas Farias
103 – Prof. Ribamar da Silva Farias.
104. Prof. Rubens da Costa Ferreira
105. Prof. Madalena Furtado
106. Prof. Dejanil Machado Arnaud
107. Profa. Rosemeire Souza
108. Profa. Maria Rosilda Pantoja Assunção
109. Profa. Neusiane de Nazaré Coelho de Melo
110. Prof Cláudio Farias de Almeida Junior
111- Prof Jeibson Ribeiro
112 – Profa. Ellen Rodrigues da Silva Miranda
113- Profa. Tayana Borges de Oliveira
 114- Profa Luzeli Nunes Albuquerque
115 – Prof Alda Lúcia Rodrigues da Silva.
116- Prof Jailson Cruz Gaia
117 – Profa Jercisandra da Silva Alves
118 – Profa Nizandria dos Santos Pompeu
119. Profa Ieda de Fátima Pinto Barradas
120- Prof. Jair Pinto Mendonça
121 – Prof. Anderson de Jesus Gomes Valente
122 – Prof. Cinnamorlinda de Belem Pantoja de Lima Cabral
123- Prof. Laércio Farias da Costa
124- Profa. Alana Martins de Miranda
125 – Prof. Luís Valente
126- Prof. João Batista do Carmo Silva
127. Prof. Raimundo Barra
128. Prof. Edimilson Ramos Marques Gaia
129. Prof. Jorge Domingues
130. Prof Arodinei Gaia
131. Prof. Geanice Baia Cruz
132. Prof. Leonardo do Socorro do Carmo Sanches :fist:🏽
133- Prof. Rosely Xavier Alves
134- Peof. Daniel Pureza Martins
135- Prof. Nilza da Costa Baía.
136- Prof. Jeovane Manuel Ribeiro da Cruz
137 – Prof. Walcinei Pimentel Carvalho
138 – Prof. Altair lobo de Jesus
139 – Prof. Adélcio do Carmo Fiel
140 – Prof. Assis do Carmo Fiel
141 – Prof. John Állef Alves Vieira
142 – Profa. Delcilene Sanches Furtado
143 – Prof. Vilma Ribeiro Cruz
144 – Prof. Alcindo Vasconcelos Caldas
145 – Profa. Leila Maria dos Santos.
146- Profa. Nilma dos Santos Lobato.
147 – Prof. José Márcio dos Santos Pereira
148 – Prof Fabiany Marcela Sousa
149- Prof Ilaci Júnior.
150 – Prof. Cássio de Freita
151- Prof. Helena Patricia B. Martins
152- Prof. Ana Claudia Ferreira Valente
153- Prof. Paulo Sérgio Pantoja Teles
154- Profa. Maria de Nazaré Cardoso Castro
155- Deolinda Alice Duarte Cordeiro
156 – Profa. Arlete Maria de Freitas Valente
157- Liliane Corrêa Arnaud
158. Prof Gerdson Luiz de Oliveira Gaia
159 – Profa. Marcia do Socorro Caldas Garcia
160 – Alessandra Sena dos Santos
161 – Prof. Radir Wilson Alfaia Moreira
162 – Profa. Verônica Guedes Veiga
163- Prof. Joana Pompeu Vila Real
164- Prof. Sebastião Moraes Pompeu
165- Prof. Manoel Luís Gonçalves Nogueira
166- Prof. Marco Antônio de Freitas Sabóia
167- Prof. Lúcia Helena Silva Lacerda
168- Prof. Tobias Gomes Martins
169- Prof. Raimundo Rodrigues da Silva
170- Prof. Joyce Elizete do Carmo Botelho
171 – Profa. Maria José Borges da Silva
172 – Prof. Rosinaldo do Espírito Santo Cunha
173 – profa Cláudia Martins de Sena
174- Prof. José Carlos Vanzeler Pompeu
175- Benedito Moreira Serrão
176- Prof. Maria Dulcirene Freitas Corrêa
177- Prof. Maria Lucilena Gonzaga Costa Tavares
178- Prof. Ana Carina Ferreira Maia
179 – Profa Helenise de Nazaré Correa da Cunha
180 – Profa Maria de Fátima Gaia Correa
181- Prof. Aliciete Maria Freitas Valente
182- Prof. Ângela Vasconcelos
183- Prof. Christiane Lira
184- Prof. Hélio Vasconcelos
185- Prof. Dileuza do Carmo Cruz
186- Prof. Benedita Celeste M. Pinto
187- Afonso Estumano do Carmo
188- Prof. Beatriz de Fátima Lopes Barata
189- Prof. Rosilene G. Pereira
190- Prof. Joana Gomes Pompeu
191- Prof. Maria do Socorro de Oliveira
192- Leandro de Jesus Baia
193 – Jone Clebson Ribeiro Mendes
194- Prof. Edilene do Socorro Corrêa
195 – Luíza de Marillac Estumano Martins
196- Prof. Dr. Vereador Célio Viana
197- Prof. Maridalva dos Prazeres Araújo
198- Prof. Fred Alfaia
199- Prof. Dr. Gilmar Pereira da Silva
200- Prof. Raimundo Afonso Machado
201 – Prof. Higor Marçal Leitão Costa
202- Prof. Elielma de Freitas Sales
203- Prof. Alaci pereira de Carvalho
204- Prof. Adjaime Costa Gomes
205- Profa Gessyca Karoline Cardoso Wanzeler
206- Prof Jaelson do Carmo Cardoso Castro
207 – Prof Fábio Moraes Lopes
208 – Prof. Paulo Vicente M. de Macedo
209 – Prof. Dejanilson Machado Arnaud
210 – Profa. Ana Maria Raiol da Costa
211 – Prof. Arlenice Raimundo Moraes Filgueira
212- Prof Jaqueline Mendes Bastos
213- Prof. Waldirene da Veiga de Oliveira
214- Prof. Édson Pantoja Nunes
215- Prof. Fernanda Serrão Carneiro
216 – Profa. Ivana Moura Viana.
217 – Profa. Adriana Viana Valente Cardoso
218 – Profa. Jehny Adrianny Alves Vieira
219 – Profa. Maria Eledícia Rodrigues Coelho
220 – Profa. Márcia do Socorro Coêlho de Oliveira
221 – Prof. João Furtado
222 – Gilcilene Dias da Costa
223 – José Valdinei Albuquerque Miranda
224 – Profa. Adriane Santos Siqueira
225 – Yasmim Fonseca Amaral
226 – Michel Douglas Paz Braga
227 – Profa. Caroline Do Socorro Freitas Maciel
228 – Prof. Natalino Laredo Dos Santos

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

O MOVIMENTO FEMINISTA ELEGEM AS DEPUTADAS FEDERAIS MAIS VOTOS NO BRASIL


O PSL, Partido de Bolsonaro elegeu as duas deputadas mais votadas da história do país. Deputadas Federais vão representar verdadeiramente o movimento feminista no Brasil.

Em São Paulo, a jornalista Joice Hasselmann fez mais de 1 milhão de votos para Deputada Federal e sua correlegionária Janaína Paschoal, autora do impeachment contra Dilma, fez mais 2 milhões de votos.


Tal feito comprova que a Direita não tem absolutamente nada de machista.

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

VEREADOR MERYVAN: DEPOIS DE APOIAR BOLSONARO, VOTARÁ NO PT NA CÂMARA?

Meu partido, É um coração partido
E as ilusões, Estão todas perdidas
Os meus sonhos, Foram todos vendidos
Tão barato que eu nem acredito, Ah! Eu nem acredito
Que aquele garoto, Que ia mudar o mundo
Mudar o mundo, Frequenta agora
As festas do Grand Monde
Meus heróis, Morreram de overdose
Meus inimigos, Estão no poder
Ideologia!
Eu quero uma pra viver, Ideologia!
Eu quero uma pra viver,


Depois de Cazuza não acreditar, agora foi a vez dos evangélicos em Cametá, o ilustre pastor Merivan, vereador ilibado de Cametá, incrivelmente poderá apoiar o (PT), depois de se mostrar um defensor da família de dos bons costumes, o vereador e pastor Merivan (PTB) apoiará um integrante dos partidos dos trabalhadores (PT) para presidente da Câmara Municipal de Cametá. Onde estaria à ideologia de um parlamentar cristão que durante toda a campanha defendeu Bolsonaro, foi contra o PT, foi contra a Cartilha Gay, se apresentando um feroz opositor ao (PT) durante toda campanha de Bolsonaro para presidente.

Os cristãos de Cametá inquietos perguntam como um líder religioso evangélico que se dizia um conservador mudou sua ideologia em um um mês? Como pode uma ideologia mudar em pouco tempo? Os membros da igreja não entendem tal posição do vereador, possivelmente apoiará o vereador Oca (PT), o vereador do PT teria sido indicado pelo Prefeito de Cametá, para ser o novo presidente da Câmara Municipal de Cametá. Será que existe um acordão com os vereadores que assinaram o requerimento da chapa em prol do Partido dos Trabalhadores (PT) em Cametá, pois nem a militância da PT, e nem os vereadores de base do governo entendem como podem estar juntos e unidos neste momento, de certo que "mundiados" não foram. O Partido dos Trabalhadores veem essa situação bestializados, onde estaria a "resistência", pelo que se ver o PT passou a ser #ELESIM, será que tudo é valido pelo poder no PT?

O PRB seguirá independente em prol do povo afirma, o vereador Ivan Tavares;

O PR de Pompeu e Juniel também não seguirá com o presidente indicado pelo prefeito.

O PSDB de Dr. Célio ainda não se pronunciou oficialmente, provavelmente ficará neutro nesta questão.

O PT esta dividido, na resistência os vereadores Cleidinho Teles e Zé Flávio. 

O PMN de Énio da Farmácia é o mais esperado, sua decisão poderá nortear o futuro da Câmara. 

Com a palavra o Partido dos Trabalhadores de Cametá, que sempre lutou na Câmara pela CPI da merenda e pelo povo, historicamente pela primeira vez apoiara Waldoli Valente? Aguardamos nota oficial do Partido dos Trabalhadores de Cametá.  

VEREADORA DECA CAMARINHA PODERÁ VOTAR NO PT PELA PRIMEIRA VEZ


Hoje, quarta-feira (14), às 16h acontecerá na Câmara Municipal de Cametá a eleição do novo presidente do legislativo cametaense. Atualmente Juniel dos Santos (PR) é o presidente da Câmara, o mandato do presidente é de dois anos, como em uma democracia a cadeira é rotativa, os ilustres príncipes de Cametá decidirão um novo nome para presidir a casa do povo no ano 2019-2020, o Legislativo cametaense é um parlamento histórico, um parlamento personagem da politica brasileira e paraense, um legislativo que já serviu como assembleia do governo do estado do Pará durante a Cabanagem. Vários nomes já foram cotados como dos vereadores; Odimar Valente, Enio da Farmácia, Ivan Tavares e Oca do PT.



Mas nos bastidores da Casa Azul, casa do prefeito de Cametá, o nome mais indicado pelo executivo cametaense e pela base dos vereadores do prefeito Waldoli Valente, o algoz do PT em Cametá, seja o vereador Oca (PT). Talvez o prefeito esteja usando uma técnica muito usada por estrategistas e conhecedores do livro, Arte da Guerra de Sun Tzu, Técnica “Dividir para conquistar”. Talvez seja essa a estratégia do baixinho quente, dividir o Partido dos Trabalhadores em Cametá, visando sua reeleição em 2020.

A vereadora Deca Camarinha, a única vereadora mulher no legislativo cametaense, mulher conhecida pela sua luta pelo povo do interior, um nobre nome na politica local, poderá pela primeira vez apoiar o PT em Cametá, fato inédito na historia politica da família Camarinha, uma família tradicional da politica cametaense.

Tudo indica que a vereadora apoiara o vereador Oca (PT), um professor, campeão de votos do distrito de Juaba, o verador Oca (PT) esta sendo apoiado por vereadores da base do atual prefeito de Cametá, um grupo que é conhecido por seus colegas como “Acordão”.

Se o fato se concretizar, a vereadora Deca que historicamente sempre foi uma feraz opositora da esquerda e do Partido dos Trabalhadores no município, terá que acumular na sua historia esse apoio ao grupo e agremiação politica que sempre foi oposição, muitos de seus simpatizantes e admiradores não veem isso com bons olhos e não entenderam o voto da vereadora, a historia será contada nesta quarta-feira na Câmara Municipal de Cametá.

terça-feira, 13 de novembro de 2018

MUITOS CAMETAENSES NÃO CONSEGUEM PAGAR CONTA DE ENERGIA


Pesquisa aponta que 80% dos consumidores paraenses entrevistados estão endividados, segundo a Federação do Comércio. Estudo realizado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) em todo o Brasil revela que quatro em cada dez brasileiros inadimplentes (55%) não têm condições de pagar suas dívidas atrasadas em um intervalo de até três meses, em Cametá a inadimplência é significativa, a  energia chega já em média 35% da despesa de uma família no município.



"Eu não sei como faço todo mês, pago o atrasado e fica a conta mais nova, não posso ficar sem energia, já tenho duas negociações e quando vem corta minha luz e tenho que parcelar novamente, vendo açaí em meu estabelecimento preciso de energia”. afirma seu André  morador do Bairro novo. 

O povo de Cametá sofre pela alta do preço da energia elétrica, muitos optam para o "gato" (furto de energia), o que parece vantajoso para quem se utiliza desse recurso, na verdade é crime previsto em lei no artigo 155 do Código Penal. Embora seja crime muitos consumidores preferem correr o risco, pois alegam que não possuem renda para pagar a conta, a energia elétrica dos cametaenses é uma das mais altas das américas. "Minha energia era taxa, luz para todos, pagava R$ 38,  agora minha conta veio 253,46 e esta atrasada , se cortarem minha luz não vou ficar se ela." revela seu Zé do Juaba, que alega que não tem condições de pagar sua energia.

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

MILHARES DE CAMETAENSES FIZERAM O ENEM 2018

Milhares de cametaense fizeram a prova do ENEM 2018, era visível já pela manhã centenas de jovens chegando no porto da cidade, oriundos das vilas e ilhas. Do distrito do Juaba chegam ônibus cheios de jovens esperançosos e confiantes.


O Enem foi criado na gestão de Paulo Renato Souza frente ao Ministério da Educação, no governo de Fernando Henrique Cardoso. Era servir como um modelo de avaliação anual do aprendizado dos alunos no Ensino Médio, auxiliando o governo na elaboração de políticas de melhoria na educação do País.
Estudantes inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) fizeram ontem (11) a segunda etapa de provas em mais de 1,7 mil municípios. Serão aplicadas questões de ciências da natureza e matemática. Para resolvê-las, os candidatos tiveram cinco horas, 30 minutos a menos do que no domingo passado, dia da primeira fase.

O gabarito oficial do Enem 2018 será divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) até 14 de novembro. Já o resultado deverá sair no dia 18 de janeiro de 2019.

Ao todo, 5.513.726 estudantes estão inscritos. No último domingo, 4,1 milhões de estudantes fizeram o exame, registrando-se o menor percentual de faltosos desde 2009: 24,9% do total de 5,5 milhões de inscritos. Foram aplicadas provas de linguagem, ciências humanas e redação.

A estrutura para aplicação do Enem envolve 10 718 locais de aplicação, 155 254 salas e mais de meio milhão de colaboradores. Foram impressos 11,5 milhões de provas de 12 cadernos de questões diferentes. Haverá ainda uma videoprova em Língua Brasileira de Sinais (Libras).

Ao todo, são quase 600 mil pessoas envolvidas na aplicação do exame.

domingo, 11 de novembro de 2018

PROFESSOR ESCREVE UMA CARTA AOS PETISTA DE CAMETÁ

Democracia Petista e sua Demagogia.

Agora é por mim, eu assino.
Pedro Chaves



Não me importo ser diferente, muitos já foram no passado, procuro o diferencial, não sou intelectual, nem um doutor do saber ou dono da verdade. Eu nada sei, sou um eterno ignorante, um pobre de conhecimento, pra mim títulos não mede a capacidade de ninguém, se o medisse, não teríamos tantos idiotas letrados, verdadeiros robôs “educados”. Penso que já me mandaram tomar no “c” mil vezes, que estou estuprado emocionalmente, mas meu intelecto não foi violado, a letra doí tanto?

Sugiro que abram uma igreja para o PT, para confessarem seus pecados contra mim, sejam como Lula, o homem mais honesto do Brasil pelo menos, onde os ignorantes passem a cultuar Lula, se libertando de sua dor, pois os ignorantes eternamente irão continuar falando asneiras como sábios, mas nunca transformaram seu meio, morreram e serão esquecidos.

Não sei por que tanto ódio e desespero com o fantasma como é assim que me chamam, “O fantasma que assombra o PT em Cametá”, não sou um fantasma, sou apenas um mero professor do campo, do interior, que reluto para não ser um papagaio de falas e pensamentos, como diz Descartes “Penso, Logo Existo”.

Sugiro que leiam, John Jay Chapman onde afirmava que Browning usava Deus em sua obra como substantivo, verbo, adjetivo, advérbio, interjeição e preposição. Edmund Wilson, em Rumo à Estação Finlândia, a maior história das ideias socialistas até a Lenin, cita o fato para cotejar com Trotsky, que faz exatamente o mesmo com a palavra “História”. Nos últimos meses, o Brasil virou uma histeria coletiva repetindo a receita com o termo “democracia” e “Resistência” Baum....


Muitos não se lembram de que aconteceu em 2014, quando Humberto Costa, o líder do (PT) defendeu a censura das redes sociais, não se via nenhum socialista apoiando a liberdade de expressão e democracia, o PT tentou se apropriar da palavra democracia, como se fosse um partido messiânico brasileiro, a temporada continua, como uma comedia midiática de sucesso, Lula Livre. Seus telespectadores aguardam esperançosos um final feliz!
Embora o messianismo politico pareça fazer parte da politica brasileira, no PT Lula seu Mito, ficou preso em Curitiba, ainda que sua militância acredite ainda que ele seja um herói e um inocente, ele é um mito dentro do PT, uma espécie de Jesus, e sua militância seus discípulos, e eu um espectador da serie Lula Livre.

A verdadeira democracia petista só funciona quando os mesmo estão no poder, seus opositores passam a ser golpistas, antidemocráticos e inúmeras palavras fulas, como “vai te fu...”, seu fascista, burguês e outras viciantes. Isso é o melhor que fazem, e quando não conseguem controlar as informações, ou quando as informações são contra sua ideologia, a noticia se torna “Fake News”.

O exercício do governo nos 13 anos da era Petistas permitiu ao Partido dos Trabalhadores terem contato com os velhos oligarcas, que também, tão quais os petistas, nunca tiveram qualquer afinidade com a democracia. São aqueles políticos que se locupletaram no exercício de funções públicas e que sempre se colocaram frontalmente contrários ao pleno funcionamento do Estado Democrático de Direito.

Por exemplo, um país que se diz “democrático” ainda que careça de médicos, não pode se aproveitar do trabalho quase escravo de uma classe explorada por um Governo autoritário, torturador, e antidemocrático como CUBA de Castro. Como explicar ao povo brasileiro que defende o PT e a democracia vermelha que o médico Cubano prestando serviço em um país democrático como o Brasil, este mesmo Brasil “DEMOCRÁTICO” aceita que esse médico Cubano ganhe menos que um médico brasileiro prestando o mesmo serviço? E ainda, tenha que dar a maior parte desse salário de fome para o governo Cubano, ditatura apoiada e vista como paraíso pelos petista de Cametá, e ainda muito pior, que esse médico cubano seja impedido de trazer sua família para o Brasil! Se fosse eu? Fazendo a mesma coisa estaria respondendo por trabalho escravo!

É essa a democracia que o PT enche a boca em defender? Agora que os mesmos mudaram de cor para ludibriar sua verdadeira intenção ideológica, foram magnificamente capazes de se chamarem agora “Democratas”. É assim que o PT se diz melhor que os militares de 1964? Como pode um partido que se diz contra golpe e ditadura apoiar Cuba, Venezuela, Irã, Bolívia? Pra mim não, não é essa FALSA DEMOCRACIA perversa e aproveitadora que eu quero para Cametá e para o Brasil!

Essa é a versão macunaímica do bolivarianismo presente no DNA da esquerda brasileira, e dos irmãos Latinos americanos que sonham com uma América avermelhada e próxima dos companheiros russos, e do protótipo de socialismo venezuelano de Chavez e Maduro, da resistência “popular” cubana de Che, Fidel e Castro que perpetuam no poder com uma democracia investida de ditadura, sem falar da Bolívia.

No governo Dilma, os passos da cartinha da ditadura não deram certos no Brasil, tentaram controlar o Judiciário e os meios de comunicação, mas não conseguiram, os petistas passaram a demonizar todos os seus opositores, como o diabo não pode levar a culpa na politica, e  o partido ainda não ser uma religião oficializada, a culpa é dos Estados Unidos e dos capitalistas, eu como capitalista (Liberal), sou uma espécie de diabo do PT. Quem não é capitalista no PT que atirem a primeira pedra?

Objetivamente, podemos ler na República de Platão pelo menos duas formas de governo. Mesmo sem estudo, instintivamente o brasileiro já presenciou todas. São dividas entre as legítimas, quando se governa para o bem geral, e as degeneradas, quando se governa apenas para si próprio (no caso do PT e outros).

Neste sentido, quando o PT hoje fala que defende “a democracia”, depois de tanto falar em “respeitar as urnas”, ele está quase correto: está admitindo que coloca as vontades momentâneas das maiorias acima de qualquer lei, contrapeso ou freio às vontades do governante, desde que tenha apoio popular. O panis et circenses foi concretizado ao máximo com o PT: dar pão (ou Bolsa Família) e circo (Ministério da Cultura e Lei Rouanet) ao povo em troca de apoio e tolerância a qualquer desmando. Neste sentido, o PT não é apenas democrático, neste sentido o PT é um partido democrático! Quando lhe interessa, ou pela crença no poder de formar uma maioria por ideologia, por algum discurso histérico momentâneo.

É por isto que o PT acaba falando a “verdade” quando afirma que defende a democracia – defende o poder através da maioria absoluta, nem que para isto tenha de comprar votos ou dar “Pão e Circo” para obter a maioria.

Sem os conceitos corretos de democracia em mente, é impossível para alguém entender frases como esta e toda a mensagem da discussão política nos séculos entre Platão e John Locke: mesmo o grande filosofo Bobbio, ou Dworkin ou um Robert Dahl e seu famoso “On Democracy” não são capazes nem de entender o que se está discutindo, reduzindo a democracia à representatividade, ou seja, o PT nunca será dono da democracia, ela não pertence a ninguém, muitos  pensadores ainda arriscam em dizer que o democracia pode ser uma prostituta que se deixa ser usada por dinheiro e prazer. Usando a definição canônica, usada por Platão, Aristóteles, Cícero, Sêneca, Agostinho, Tomás de Aquino, Dante, John Wyclif, Ockham, Maquiavel, Montaigne, Hugo Grócio, Maurras, Ortega y Gasset, de Reynold, Spengler e mesmo Tocqueville (apesar de sua república ser, justamente, o que era chamado de “democracia na América“, ou seja, a República), de república/politéia como um estágio da sociedade em que leis eternas não são discutidas e valem para todos, com contrapesos ao vulgo e impossibilidade de dominação pela maioria ou representação da maioria, nos dão um conceito a mais para enxergar a realidade, de lambuja ainda nos furtando de cair na esparrela da dominação socialista pela maioria em nome da “democracia”.

Muitos pensadores que criticaram a democracia justamente por entendê-la como entenderam os 27 séculos entre Platão e Tocqueville foram considerados “reacionários”, o que só puderam tomar como elogio: do erudito austríaco Erik von Kuehnelt-Leddihn. É praticamente uma impossibilidade estudá-los numa Universidade.

Os petistas adoram controlar a verdade como se a houvesse, e quando não a podem mentem cem vezes, e cauterizam suas mentes e passam acreditar que a mentira é sua verdadeira verdade.

Desde sua fundação foi predominante no partido mais honesto do Brasil, a concepção de que a democracia não passava de mero instrumento para a tomada do poder. Deve ser recordado que o partido dos Trabalhadores (PT) votou contra a aprovação da Constituição de 1988.

A saga continua...

EM BUSCA DA EXTINTA COMUNIDADE JUDAICA DE CAMETÁ


Nos últimos anos vários pesquisadores tem se dedicado ao estudo das comunidades judaicas na Amazônia nos seus mais variados aspectos. Aspectos econômicos e sociais, junto a relatos de memórias, da inserção das comunidades judaicas na realidade amazônica são de grande valia, não só para a história destas comunidades, como também, para ajudar a construir uma nova história da Amazônia como um todo. Quase sempre quando pesquisadores referem-se à Amazônia são ressaltados os povos da florestas, ribeirinhos, mas quase nuca são citados os grupos judaicos que encontram-se radicados a quase dois séculos na região norte, demarcando de uma forma ou de outra seu território identitário, ainda ressaltando que, dois séculos de imigração é algo muito significativo para um país que tem apenas quinhentos anos.

Para Wagner Bentes Lins: Antropólogo, mestre no Curso de Hebraico Cultura e Literatura Judaica da Universidade de São Paulo – USP, a presença judaica em Cametá, Santarém e Óbidos, foram prósperas, principalmente no inicio do século vinte, possuíram comunidades judaicas expressivas, e que mesmo atualmente encontrando-se totalmente esvaziadas, deixaram suas marcas impressas em diversos aspectos da memória e da história deste Estado, e que ainda precisam ser estudadas com devida consideração.

No começo desse ano o professor Pedro Chaves incorporou em um grupo judaico acadêmico de estudo sobre o levantamento das famílias que descendem de judeus. Cametá foi uma das primeiras cidades da Amazônia a receber judeus, antes mesmo do ciclo da borracha já se podia notar a presença judaica de várias formas na cidade. Inicialmente jovens solteiros que viriam administrar barracões de coletas de produtos da floresta, depois famílias judaicas que paulatinamente chegaram na cidade, muitas fugindo dos surtos de febre amarela que eram muito comuns na capital. Um dos principais produtos da exportação cametaense era o cacau, que logo foi ultrapassado pelas produções bahianas e inglesas nas colônias do Caribe.


Embora hoje a cidade apresente-se decadente economicamente, Cametá oferecia um modelo de cidade emergente para a época, com coretos importados da França e Inglaterra, iluminação pública que adornavam a praça da matriz  já no ano de 1906, até hoje é possível ver os portes de ferro na praça da vila de Juaba. Os judeus logo se integraram à elite local, que era formada por portugueses, espanhóis, franceses e libaneses, que ocupavam as primeiras ruas da cidade com seus comércios e residências.

Segundo o pesquisador Wagner Bentes Lins, após a crise da borracha, na primeira década do século vinte, as inúmeras famílias judias que viviam nas cidades e vilas ao longo dos principais rios da Amazônia, paulatinamente começam a imigrar para as capitais Belém e Manaus. Muitas destas famílias prosperaram após anos comercializando produtos regionais, como fazia a maioria da elite constituída na época. Mas, com o esgotamento destes recursos e a desvalorização dos mesmos no mercado internacional, o interior da Amazônia  tornou-se um lugar vazio de oportunidades, impulsionando desta forma os judeus que residiam no interior a engrossarem as comunidades já constituídas nas capitais.

Mesmo os judeus com menos recursos, também deixaram as cidades interioranas, e na maioria das vezes valendo-se das redes de ajuda mútua, sempre existentes dentre os judeus ao longo de anos de diáspora, procuravam se estabelecer  nas capitais para iniciar um novo passo na história da imigração judaica na Amazônia, caso percebido em pesquisa de campo de Chaves, as famílias Cohen no Rio Guajará, distrito de Porto Grande e os primeiros moradores da vila do Carmo do Tocantins, a família Laredo.

No inicio dos anos cinquenta do século passado, as comunidades interioranas estavam totalmente esvaziadas, as gerações que se constituiriam na capital já não teriam uma característica comercial extrativista, a maioria dos componente das gerações nascidas ou imigrada para as capitais enveredou por outro tipo de comércio ou tornaram-se profissionais liberais. Com Cametá não foi diferente, mais de um século de inserção judaica foi deixado para trás em prol de um novo modelo de vida na capital, mas mesmo atualmente havendo apenas resquícios da cultura judaica na cidade, se faz importante a realização destes estudos.

Cametá além de Belém foi a única cidade do Pará que teve uma sinagoga pública. Geralmente no interior do Estado as reuniões para orações e festas ocorriam nas casas dos membros da comunidade, que faziam as vezes de sinagoga, caracterizando o judaísmo na Amazônia como um judaísmo domiciliar. Em Cametá uma casa antiga de arquitetura colonial portuguesa abrigava a sinagoga, que localizava-se na primeira rua, que foi tragada pelas águas do rio Tocantins.  Não conseguimos descobrir maiores detalhes sobre o interior do local, porém diferente dos outros municípios que possuíam colônias judaicas, Cametá possuía um prédio específico para os serviços religiosos, não fazendo uso dos lares dos correligionários para as reuniões da comunidade.

O pesquisador Wagner Bentes Lins, contabilizou em sua pesquisa cerca de 30 famílias judaicas habitaram a cidade de Cametá, os registros dessas famílias foram coletados através da relação das lápides do antigo cemitério judaico, que há muito foi desativado. Mas não somente o cemitério prevalece como a marca da presença judaica por quase um século naquela cidade. Quando fui pesquisar em Cametá, tinha certeza que não encontraria judeus de fato, mas para mim como antropólogo ver como vivem os descendentes dos judeus que passaram por Cametá, quais as representações que estes fazem do judaísmo e da cultura judaica tornou-se então  o principal motivo desta pesquisa.

Mesmo estes descendentes, na sua grande maioria filhos de pais judeus com mães locais, não sejam considerados judeus aos olhos da comunidade de Belém, e realmente não o são, a comunidade local continua a enxergá-los como judeus, todos que sabiam qual o motivo da minha pesquisa imediatamente faziam referências aos descendentes dos quais eu coletei os depoimentos para análise. Mesmo estes cidadãos tendo pouca, ou quase nenhuma vivência judaica, notamos pelos depoimentos coletados que o judaísmo não se apagou por total da vida destas pessoas, não somente pelo fato da população local classificá-los de judeus, mas de uma forma ou de outra o judaísmo ou uma ligação com o mesmo sempre se manifestava.

O Pesquisador da USP chegando em Cametá em busca de sua pesquisa procurou Alberto Mocbel, filho de libaneses, dono de um dos cartórios da cidade, é um auto didata, compositor, poeta, referência intelectual na cidade. Ele contou-me a respeito do senhor Abraão Ben- Simon, pai dos jovens Moysés e Jacob, referiu-se a ele como sendo o “Rabino” da comunidade, mas na verdade o posto ocupado pelo senhor Abraão era de shaliach, fez referências também as filhas não reconhecidas do senhor Maurício Elarrat. As três filhas, Saphira, Esmeralda e Sol, não receberam o sobrenome do pai, mas foram registradas com nomes muito característicos das comunidades judaicas que se estabeleceram na Amazônia.

Após anotar os comentários do senhor Mocbel, parti em direção ao cartório Cohén, isso mesmo, grafado com acento agudo na vogal e. Além da alteração do sobrenome, quando entrei no cartório deparei-me com as seguintes inscrições na parede:   Esther Cohén Braga, Tabeliã Vitalícia. Acima das inscrições estava dependurado um enorme crucifixo, e em cima de um antigo arquivo cartorial, uma profusão de santos, inclusive São Benedito, que pode ser considerada a figura mais popular na cidade de Cametá.

Segundo os depoimentos do senhor Mocbel, a família Cohén há muito abandonou as práticas judaicas, creio que cerca de quatro gerações.

Já com o Dr. Isaac Azancot é a maior percepção destes resquícios de judaísmo, que mesmo após anos de afastamento ainda teimosamente perduram de uma maneira da ideia judaica. Este informante é neto de um judeu marroquino que casou-se com uma pernambucana, já o pai de Isaac nasceu em Baião, dos filhos desta união nenhum casou-se com judeu ou descendentes, mas assim como na família Cohen, filhos e netos permanecem recebendo nomes judeus como se aquilo que não pode ser continuado pela religião tivesse continuidade nos nomes dos descendentes.
Mesmo o pai de Dr. Isaac sendo filho de uma cristã, e sua esposa igualmente não era  judia, os filhos cresceram entre as duas práticas religiosas, freqüentavam os serviços cristãos, mas algumas cerimônias judaicas sempre foram mantidas, o Yon Kipur é a cerimônia mais recorrente dentre estas pessoas que foram se afastando do judaísmo, e também pode ser observada nos depoimentos do Dr. Azancot.

Mesmo batizado e crismado, o Dr. Isaac Azancot relatou-me que no dia de Yon Kipur, todas as suas atividades são suspensas, tal como acontecia quando o pai era vivo. Não se acende fogo, tão pouco luz elétrica, no final do dia o jejum é rompido com a ingestão de um cafezinho e uma canja onde um galo é sacrificado para o pai, uma galinha para mãe e para cada filho um frango ou uma franga, conforme o sexo. Para cada animal duas gemas são cozidas e este caldo será servido após o jejum. Se estas práticas são ou não cumpridas pelo informante, o importante neste caso são na verdade os relatos e as representações feitas a respeito desta cerimônia.

As freijuelas que a tia de Dr. Isaac fazia para a festa de Kipur, assim como as orações paulatinamente foram esquecidas pelo tempo e aos poucos vão se perdendo com o progressivo afastamento do judaísmo. No entanto o filho de quatro anos de Dr. Isaac recebeu o nome do bisavô, Isaac Abrão, como que numa tentativa teimosa que este passado não se perca de uma vez por todas.

Para Wagner, os depoimentos da família Azancot foram de extrema valia, pois após o desmanche da comunidade o avô e o pai de Dr. Isaac ficaram responsáveis pelo cemitério judaico, que curiosamente é capinado e pintado todos os anos para receber as visitas do dia de finados no dia dois de novembro.

Seu Menassé da Silva Sá na época visitava o cemitério no dia dos mortos, acendia velas para o avô, Leão Pinto da Silva, que segundo seu Menassé veio da “Judéia”, na mentalidade do mecânico de embarcações se o avô de costumes tão peculiares era judeu era porque tinha vindo da Judéia caminhando até chegar a cidade de Cametá! Quando fiz o levantamento da genealogia do senhor Leão Pinto da Silva deparei-me com um fato curioso: dos filhos do senhor Leão com uma mulher local, todos os homens receberam nomes muito característicos dos judeus marroquinos, como Moyses, Menahen e Mimon,  já as filhas recebiam nomes de santas, como Bendita em homenagem ao santo padroeiro de Cametá. O mesmo acordo permaneceu entre o pai do Sr. Menassé e sua mãe, que obviamente era cristã, os filhos todos receberam nomes judeus e as filhas nomes de santas, as irmãs do senhor Menassé, homenageiam São Bendito e Nossa Senhora de Nazaré.
O senhor Cohen era proprietário da “Casa Popular” que funcionava na rua São João Batista, em um sobrado, que foi recentemente demolido dando lugar a uma casa de festas. No prédio além de comércio atacadista eram comercializadas produtos da floresta como o látex que era trocado por víveres pelos ribeirinhos. Os coletores em acordo com o senhor Isaac quando vinham para a cidade em dia de Sábado, sabendo da impossibilidade de comercializar deixavam a mercadoria em um anexo da loja que foi construído justamente para esta função, passado o descanso sabático o senhor Isaac remunerava o seringueiro.

As pessoas da comunidade de Belém que de uma forma ou de outra tem o seu passado ligado a extinta comunidade de Cametá, e que puderem contribuir para o enriquecimento deste trabalho, principalmente no que se refere as descrições da extinta sinagoga, favor entrar em contato com a edição deste periódico. Com certeza estas informações serão de grande valia não só para a história do judaísmo como também para a história da Amazônia.

Miner

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