segunda-feira, 23 de outubro de 2017

GUERRA VIRTUAL DECLARADA ENTRE “DIREITA” E “ESQUERDA” EM CAMETÁ.


A guerra ideologica nas redes socias de Cametá se proliferam, e muitos que defendem tais posicionamentos nem sabem os seus significados filosóficos, apenas repetem informações sem saber se de fato são verdadeiras.

Houve um tempo (não muito distante) que se algum professor ou um cidadão dissessem ser de direita, no Brasil, equivalia a entrar na fila mais próxima para o desterro, principalmente no meio acadêmico ou politico.

Desconhecer episódios históricos e o desenvolvimento de processos políticos e sociais não é pecado algum, Com muitas convicções e pouco conteúdo para ajudar na formulação de argumentos, o debate na esfera pública também foi tomado pela "pós-verdade": no Brasil, personalidades que habitam as redes sociais, youtubers e comentaristas de portais não tiveram muitas dúvidas em sustentar que o nazismo tinha origem nas forças sociais de direitas. Como justificar, afinal, que um movimento de extrema-direita pudesse receber o nome de Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães?

Os dias são outros, mas alguns políticos continuam fugindo do rótulo. Vejamos João Doria. O discurso e as ações podem ser de direita, mas ele garantiu, em Belém, que sempre foi de centro, era de se esperar de um partido como o PSDB, que filosoficamente nunca foi um partido liberal (Direita), para o professor Pedro Chaves, o PSDB é um partido de Centro-Esquerda. O professor de filosofia de Cametá explica o que é ser de Direita ou Esquerda, pois a guerra nas redes sociais está declarada, muitas pessoas falam as termologias sem saber o que se trata de fato.

O filosofo afirma que as ideologias “esquerda” e “direita” foram criadas durante as assembleias francesas do século 18. Com a Assembleia Nacional Constituinte montada para criar a nova Constituição, as camadas mais ricas não gostaram da participação das mais pobres, e preferiram não se misturar, sentando separadas, do lado direito.
Para o filósofo político Noberto Bobbio, embora os dois lados realizem reformas, uma diferença seria que a esquerda busca promover a igualdade enquanto a direita trabalha pela liberdade individual.

O que diz cada um?


A direita tendem a favorecer a liberdade econômica, mas frequentemente apoiam leis que restringem os comportamentos pessoais que violam os "valores tradicionais". Eles se opõem a um controle excessivo do governo nos negócios, enquanto incentivam a ação governamental para defender a moralidade e a estrutura tradicional da família. Direitistas geralmente apoiam um forte poderio militar, se opõem a burocracia e altos impostos, favorecem a economia de livre mercado e defendem forte repressão ao crime.

A Esquerda é o termo utilizado para denominar um posicionamento político, partidário e ideológico que tem como principal objetivo defender os interesses de grupos sociais, disseminando o igualitarismo e as ideias progressistas. Atualmente, os grupos de esquerda são conhecidos por apoiarem sistemas de reformas sociais - como o socialismo -  onde o Estado teria uma influência maior sobre a sociedade.
No Brasil, essa divisão se fortaleceu no período da Ditadura Militar, onde quem apoiou o golpe dos militares era considerado da direita, e quem defendia o regime socialista e comunista, de esquerda.

O problema é quando pessoas ou grupos semeiam informações incorretas, como a associação do nazismo ou o fascismo, para legitimar um determinado discurso e desqualificar seus adversários. Essa tática de propaganda, por sinal, foi extensamente utilizada pelo Partido Nazista parar afirmar sua ascensão entre a sociedade alemã durante as décadas de 1920 e 1930.

“Cabe aqui uma pequena história para explicar como os significados políticos são diferentes de acordo com o contexto histórico: durante o final do século 19 e início do século 20, os partidos sociais-democratas reuniam as forças sociais que sustentavam sua prática política a partir da teoria de Karl Marx. Na Rússia, Vladimir Lenin era uma das lideranças do Partido Operário Social-Democrata Russo, que se dividiria entre bolcheviques e mencheviques. Ao longo do século 20, no entanto, a social-democracia se afastou da teoria marxista — até que se diga o contrário, João Dória, Aécio Neves, Geraldo Alckmin, Beto Richa e outros políticos do PSDB não parecem grandes entusiastas da leitura de O Capital... Se afastando do ideal socialista, o PSDB se tornou um partido de Centro- Esquerda”. Afirma Pedro Chaves.

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